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Cachorro com febre, o que fazer?
Ah, a febre! Aquela sensação de calor excessivo que nos deixa preocupados e sem saber exatamente o que fazer. Como tutora da Magali, minha beagle curiosa, e do Tuta, meu golden retriever cheio de energia, já passei por isso algumas vezes. É um momento de apreensão, eu sei. Mas respire fundo: entender o que significa um cachorro com febre e como agir pode fazer toda a diferença. Meu objetivo aqui é te guiar por esse processo, com base em mais de uma década de experiência cuidando e observando esses seres tão especiais, transformando o que poderia ser um pânico em um plano de ação claro e tranquilo.
A febre, por si só, não é uma doença, mas sim um sinal, um indicativo de que algo está acontecendo no corpo do seu amigo peludo. É uma resposta natural do organismo para combater invasores ou inflamações. O sistema imunológico do seu cão está trabalhando duro para protegê-lo. Por isso, antes de tudo, evite o desespero. Com as informações certas e um pouco de calma, você estará pronto para dar o suporte necessário ao seu companheiro.
Neste artigo, vamos explorar juntos desde como identificar os sinais de febre até as medidas iniciais que você pode tomar em casa, e o mais importante: quando é hora de procurar ajuda profissional. Minha paixão por cães me ensinou que o conhecimento é a nossa melhor ferramenta para garantir a saúde e o bem-estar deles. Vamos lá?
Entendendo a febre em cães: o que é e por que acontece
Quando falamos de cachorro com febre, estamos nos referindo a uma elevação da temperatura corporal acima do normal. Para nós, humanos, a temperatura média é em torno de 37°C. Para os cães, um pouco mais quente: a temperatura corporal normal varia entre 37.5°C e 39.2°C. Uma temperatura acima de 39.5°C já é considerada febre e merece atenção.
É fascinante como o corpo funciona, não é? A febre é uma resposta do sistema imunológico. Quando bactérias, vírus, fungos ou outros agentes estranhos invadem o organismo, o cérebro do cão, especificamente o hipotálamo, reajusta o “termostato interno” para uma temperatura mais alta. Essa elevação de temperatura dificulta a sobrevivência e a reprodução dos invasores, ajudando o corpo a combatê-los de forma mais eficaz.
Existem diversas razões pelas quais um cão pode desenvolver febre. Conhecer as causas mais comuns pode te ajudar a entender melhor a situação e a fornecer informações valiosas ao profissional que irá atendê-lo. Entender o cenário completo é sempre um bom começo.
Causas comuns da febre canina
As causas da febre podem ser variadas, desde infecções simples até condições mais complexas. É importante ter em mente que cada caso é único, mas algumas situações são recorrentes:
- Infecções bacterianas, virais ou fúngicas: Estas são as causas mais frequentes. Podem ser infecções respiratórias (como a tosse dos canis), urinárias, gastrointestinais, de pele (como piodermite), ou até mesmo infecções mais graves como a leptospirose ou cinomose. Lembro-me de uma vez que a Magali, depois de uma aventura no quintal, pegou uma infecção de pele que gerou uma febre persistente. Foi um susto, mas com o tratamento certo, ela se recuperou rapidinho.
- Inflamações: Qualquer processo inflamatório intenso no corpo pode elevar a temperatura. Isso inclui inflamação das articulações (artrite), pancreatite, ou até mesmo reações a picadas de insetos ou alérgenos.
- Vacinação recente: É comum que alguns cães apresentem uma febre baixa e passageira após a vacinação. É uma resposta normal do sistema imunológico, que está sendo estimulado a criar anticorpos. Geralmente, dura menos de 24 horas e não é motivo de grande preocupação, mas sempre observe.
- Intoxicações: A ingestão de substâncias tóxicas, como certos alimentos humanos (chocolate, uvas), plantas venenosas, produtos de limpeza ou medicamentos humanos, pode causar febre como parte da reação do organismo.
- Doenças transmitidas por carrapatos: Doenças como a erliquiose, babesiose e anaplasmose, transmitidas por carrapatos, são muito comuns em diversas regiões e frequentemente causam febre alta e persistente. A prevenção contra carrapatos é fundamental!
- Problemas autoimunes: Em alguns casos, o próprio sistema imunológico do cão ataca seus tecidos saudáveis, causando inflamação e febre. São condições mais raras, mas que existem.
- Câncer: Tumores podem causar febre, seja diretamente, devido à inflamação que provocam, ou indiretamente, por enfraquecerem o sistema imunológico e tornarem o animal mais suscetível a infecções.
Como identificar os sinais de febre no seu cachorro
Saber que seu cachorro com febre é importante, mas como você percebe isso sem um termômetro? Nossos cães não falam, então dependemos da nossa observação atenta. Eu sempre digo que o olhar do tutor é a primeira e mais importante ferramenta de diagnóstico. Existem alguns sinais que, juntos, podem indicar que a temperatura do seu amigo está mais alta que o normal.
Sinais visíveis e comportamentais
- Apatia e letargia: Seu cão está mais quieto que o normal, sem vontade de brincar, passear ou interagir? Isso é um forte indício. O Tuta, que normalmente é um furacão de alegria, quando está doente, fica deitado no cantinho dele, sem aquele brilho nos olhos. É um sinal claro para mim.
- Perda de apetite: A recusa em comer ou beber água é um sinal clássico de mal-estar. Se ele ignora a ração preferida ou os petiscos, acenda o alerta.
- Tremores: Alguns cães podem tremer, mesmo em ambientes quentes, como se estivessem com frio. Isso pode ser uma resposta do corpo tentando gerar calor, mas também um sinal de desconforto geral.
- Respiração ofegante: Se o cão estiver ofegante sem ter feito exercício físico, pode ser uma tentativa de dissipar o calor excessivo. Lembre-se que cães não suam como nós, e a respiração é uma das formas de regular a temperatura.
- Gengivas avermelhadas ou ressecadas: Gengivas com uma cor mais intensa do que o normal, ou que parecem secas ao toque, podem indicar febre ou desidratação. O ideal é que as gengivas estejam rosadas e úmidas.
- Secreção nasal ou ocular: Muco no nariz ou nos olhos, especialmente se for espesso ou de cor amarelada/esverdeada, pode indicar uma infecção respiratória que está causando a febre.
- Tocar o corpo: Embora não seja um método preciso, você pode sentir as orelhas, patas e barriga do seu cão. Se estiverem muito quentes ao toque, é um indício. A região da virilha e axilas também costuma ficar mais quente.
Medindo a temperatura corretamente
A forma mais precisa de confirmar a febre é, sem dúvida, medindo a temperatura retal. Eu sei, não é a tarefa mais agradável, nem para você, nem para o seu cão, mas é crucial para ter certeza. Você precisará de um termômetro veterinário digital, que é mais rápido e seguro que os termômetros de mercúrio (que não devem ser usados em animais devido ao risco de quebra).
Passos para medir a temperatura:
- Prepare o termômetro: Ligue o termômetro digital e lubrifique a ponta com vaselina ou gel lubrificante. Isso facilita a inserção e minimiza o desconforto.
- Posicione o cão: Peça a alguém para segurar o cão gentilmente, mantendo-o calmo. Se estiver sozinho, tente acalmá-lo com carinho. Um bom momento pode ser quando ele está deitado e relaxado.
- Insira o termômetro: Levante a cauda do cão e insira a ponta lubrificada do termômetro no reto por cerca de 2 a 3 centímetros. Não force. Mantenha o termômetro firme até ouvir o bip que indica a leitura.
- Leia e anote: Retire o termômetro, leia a temperatura e anote-a. Lave o termômetro com água e sabão e desinfete-o.
Lembre-se: a temperatura normal varia entre 37.5°C e 39.2°C. Acima de 39.5°C, considere febre. Se estiver acima de 40.5°C, é uma emergência e exige atenção imediata.
Primeiros socorros para um cachorro com febre
Ao notar que seu cachorro com febre, é natural querer agir. Mas o que fazer exatamente? O mais importante é manter a calma e não medicar seu cão sem orientação profissional. Muitos medicamentos humanos são tóxicos para cães e podem agravar a situação. Meu conselho é focar em medidas de suporte para o conforto dele enquanto você busca ajuda.
O que fazer em casa para aliviar o desconforto
Quando a febre não é muito alta (até 40°C) e o cão não apresenta outros sintomas graves, algumas medidas caseiras podem ajudar a aliviar o desconforto e baixar a temperatura temporariamente:
- Ofereça água fresca: A hidratação é fundamental. A febre pode levar à desidratação. Deixe água fresca e limpa sempre disponível. Se ele não quiser beber sozinho, tente oferecer cubos de gelo (se ele gostar) ou um pouco de caldo de carne natural e sem tempero (feito em casa, sem cebola ou alho, que são tóxicos).
- Locais frescos e arejados: Mantenha o cão em um ambiente fresco e tranquilo, longe do sol direto ou de fontes de calor. Um ventilador em velocidade baixa pode ajudar a circular o ar, mas sem direcionar o vento diretamente para ele.
- Panos úmidos: Umedeça panos com água fresca (não gelada!) e aplique nas patas, virilha, axilas e pescoço. O resfriamento nessas áreas pode ajudar a baixar a temperatura corporal. Troque os panos à medida que esquentam. Evite cobrir o corpo todo do cão, pois isso pode reter o calor.
- Não force a alimentação: Se o cão não quiser comer, não o force. O importante é que ele se hidrate. Oferecer alimentos leves e palatáveis, como frango cozido desfiado (sem tempero) ou arroz cozido, pode ser uma opção se ele demonstrar algum interesse.
- Monitoramento constante: Observe atentamente o comportamento do seu cão. Anote a temperatura, a frequência respiratória, se ele está comendo ou bebendo, e qualquer outro sintoma que apareça ou piore. Essas informações serão valiosas para o profissional.
O que NUNCA fazer
- NÃO administre medicamentos humanos: Nunca dê ao seu cão medicamentos como paracetamol, ibuprofeno, aspirina ou qualquer outro analgésico ou antitérmico humano sem a expressa recomendação de um profissional. Eles são extremamente tóxicos para cães e podem causar danos graves ao fígado, rins ou sistema gastrointestinal, inclusive levando à morte.
- NÃO use água gelada ou álcool: Banhos com água muito fria ou o uso de álcool para baixar a febre podem causar um choque térmico no animal, além de outros problemas de saúde.
- NÃO ignore outros sintomas: Se a febre vier acompanhada de vômitos, diarreia, dificuldade para respirar, convulsões ou qualquer outro sintoma grave, não espere. Procure ajuda imediatamente.
Quando procurar ajuda profissional: a importância do veterinário
Saber quando a situação de um cachorro com febre exige a intervenção de um profissional é crucial. Minha experiência me mostra que a maioria dos tutores tem um instinto protetor muito forte, mas às vezes hesitam em buscar ajuda. Não hesite! É sempre melhor pecar pelo excesso de cautela quando se trata da saúde dos nossos amigos.
Sinais de alerta que exigem atenção imediata
Alguns sinais indicam que a febre do seu cão pode ser mais séria e que uma consulta de emergência é necessária:
- Febre muito alta: Se a temperatura retal do seu cão estiver acima de 40.5°C, é uma emergência. Temperaturas extremas podem causar danos neurológicos e a órgãos internos.
- Febre persistente: Se a febre durar mais de 24 horas, mesmo com as medidas de suporte que você tomou em casa, é hora de procurar um profissional. A causa subjacente precisa ser identificada e tratada.
- Piora dos sintomas: Se o cão começar a apresentar outros sintomas graves, como:
- Vômitos ou diarreia frequentes (com ou sem sangue)
- Dificuldade respiratória (respiração muito rápida, ofegante ou com esforço)
- Convulsões ou tremores incontroláveis
- Perda de consciência ou desmaios
- Dor intensa ao toque em alguma parte do corpo
- Gengivas pálidas, azuladas ou amareladas
- Incapacidade de se levantar ou andar
- Filhotes e idosos: Cães muito jovens ou muito idosos são mais vulneráveis e podem se descompensar rapidamente. Nesses casos, qualquer sinal de febre deve ser avaliado com urgência.
- Doenças crônicas: Se seu cão já possui alguma doença crônica (cardíaca, renal, diabetes, etc.), a febre pode indicar uma complicação. Procure ajuda imediatamente.
O que esperar da consulta veterinária
Ao chegar à clínica, o profissional fará uma avaliação completa do seu cão. Prepare-se para fornecer o máximo de informações possível. Eu sempre sugiro que os tutores anotem tudo: quando a febre começou, a temperatura medida, outros sintomas observados, se o cão comeu ou bebeu, se teve contato com outros animais, se comeu algo diferente, o histórico de vacinação e vermifugação. Quanto mais detalhes, melhor.
O veterinário provavelmente fará:
- Exame físico completo: Ausculta cardíaca e pulmonar, palpação abdominal, avaliação das mucosas, linfonodos, etc.
- Exames complementares: Dependendo da suspeita, podem ser solicitados exames de sangue (hemograma, perfil bioquímico), exames de urina, exames de imagem (radiografias, ultrassom) ou testes específicos para doenças infecciosas (como testes para doenças do carrapato).
- Tratamento: O tratamento será direcionado à causa da febre. Isso pode incluir a administração de antibióticos, anti-inflamatórios, fluidoterapia (soro), medicamentos para controlar vômitos ou diarreia, ou até mesmo internação em casos mais graves. O profissional também pode prescrever antipiréticos específicos para cães, que são seguros e eficazes para baixar a febre.
Lembre-se, o profissional é o único que pode diagnosticar e prescrever o tratamento adequado. Sua parte é observar, fornecer as primeiras medidas de suporte e, acima de tudo, buscar ajuda quando necessário.
Prevenção: mantendo seu cão saudável e livre de febre
Como diz o ditado, prevenir é sempre melhor do que remediar. E isso é especialmente verdadeiro quando falamos da saúde dos nossos cães. Manter seu cachorro com febre longe é, em grande parte, uma questão de cuidado constante e atenção à rotina. Minha paixão pelos meus cães, Magali e Tuta, sempre me impulsionou a buscar as melhores práticas para que eles tivessem uma vida plena e saudável. E isso inclui dedicar tempo à prevenção.
Dicas para um estilo de vida saudável
Um cão saudável é um cão feliz e menos propenso a doenças que possam causar febre. Aqui estão algumas dicas que aplico na minha rotina e que fazem toda a diferença:
- Vacinação e vermifugação em dia: Esse é o pilar da prevenção. Manter o calendário de vacinação e vermifugação atualizado protege seu cão contra uma série de doenças infecciosas graves que frequentemente causam febre, como cinomose, parvovirose, leptospirose e doenças causadas por vermes. Converse com o profissional para saber qual o protocolo ideal para a sua região e para o estilo de vida do seu cão.
- Controle de parasitas externos: Pulgas e carrapatos não são apenas incômodos; eles transmitem doenças sérias que podem levar à febre alta e outras complicações. Use produtos de controle de parasitas recomendados pelo profissional, como coleiras, comprimidos ou pipetas, e mantenha o ambiente limpo.
- Alimentação de qualidade: Uma dieta balanceada e nutritiva fortalece o sistema imunológico do seu cão. Ofereça ração de boa qualidade, adequada à idade, porte e nível de atividade. Evite dar alimentos humanos que possam ser prejudiciais ou desequilibrar a dieta.
- Água fresca e limpa: Sempre tenha água fresca e limpa disponível. A hidratação é vital para o bom funcionamento do organismo e para a manutenção da saúde geral.
- Exercícios regulares: A atividade física adequada ajuda a manter o peso ideal, fortalece músculos e articulações, e contribui para o bem-estar mental do cão, o que indiretamente fortalece o sistema imunológico. Passeios diários e brincadeiras são essenciais.
- Higiene: Mantenha o ambiente do seu cão limpo, incluindo a casinha, cama e comedouros. Banhos regulares (com produtos específicos para cães) e escovação ajudam a manter a pele e o pelo saudáveis, prevenindo infecções cutâneas.
- Check-ups regulares: Leve seu cão para consultas de rotina, mesmo que ele pareça saudável. O profissional pode identificar problemas em estágios iniciais, antes que se tornem graves, e te orientar sobre as melhores práticas de prevenção.
- Evitar contato com animais doentes: Se você sabe que há animais doentes na vizinhança ou em parques, tente evitar o contato para minimizar o risco de contágio.
A importância da observação diária
Eu sempre digo que o maior presente que podemos dar aos nossos cães é a nossa atenção. A observação diária do comportamento, apetite, nível de energia e aparência geral do seu cão é a sua primeira linha de defesa contra qualquer problema de saúde. Pequenas mudanças podem ser os primeiros sinais de que algo não está bem.
Seu cão é o seu reflexo. Se você está atento e carinhoso, as chances de identificar um problema, como um cachorro com febre, logo no início são muito maiores. E quanto antes um problema é identificado, mais fácil e eficaz é o tratamento.
Conclusão: cuidando do seu melhor amigo com amor e informação
Ver um cachorro com febre é sempre motivo de preocupação, mas como vimos, não precisa ser um momento de pânico descontrolado. Com as informações certas e um plano de ação claro, você pode ser o porto seguro do seu amigo de quatro patas. Minha jornada ao lado da Magali e do Tuta, e de tantos outros cães que tive a alegria de conhecer, me ensinou que o amor incondicional, aliado ao conhecimento, é a chave para uma vida longa e saudável para eles.
Lembre-se que a febre é um sinal, uma mensagem do corpo do seu cão. Sua tarefa é decifrar essa mensagem e agir com responsabilidade. Comece observando os sinais, tente medir a temperatura se se sentir confortável, ofereça medidas de suporte caseiras para o conforto dele e, o mais importante, não hesite em procurar ajuda profissional. O profissional é o seu maior aliado nessa jornada, capaz de diagnosticar a causa e indicar o tratamento mais seguro e eficaz.
Cuidar de um cão é uma responsabilidade imensa, mas também uma das maiores alegrias da vida. Ao se informar e agir com carinho e sabedoria, você garante que seu melhor amigo receba o cuidado que merece em todos os momentos.
Perguntas frequentes (FAQ)
Perguntas Frequentes
Qual a temperatura normal de um cachorro?
A temperatura corporal normal de um cachorro varia entre 37.5°C e 39.2°C. Uma temperatura acima de 39.5°C já é considerada febre e requer atenção, enquanto valores acima de 40.5°C são uma emergência.
Posso dar remédio humano para febre ao meu cachorro?
Não, nunca administre medicamentos humanos como paracetamol, ibuprofeno ou aspirina ao seu cachorro sem orientação de um veterinário. Esses medicamentos são tóxicos para cães e podem causar sérios problemas de saúde, inclusive fatais.
Como sei se a febre do meu cachorro é grave?
A febre é grave se a temperatura estiver acima de 40.5°C, se persistir por mais de 24 horas, ou se vier acompanhada de outros sintomas como vômitos, diarreia, dificuldade para respirar, convulsões, perda de consciência ou dor intensa. Nesses casos, procure um veterinário imediatamente.
Quais são os primeiros sinais de febre em cães?
Os primeiros sinais de febre incluem letargia (apatia), perda de apetite, tremores, respiração ofegante sem esforço, gengivas avermelhadas ou ressecadas e, em alguns casos, secreção nasal ou ocular. Tocar as orelhas ou axilas e sentir muito calor também pode ser um indício.
O que posso fazer em casa para ajudar meu cachorro com febre?
Mantenha seu cão hidratado com água fresca, ofereça um ambiente fresco e tranquilo, e aplique panos úmidos (com água fresca, não gelada) nas patas, virilha e axilas. Monitore a temperatura e observe outros sintomas. Nunca medique seu cão por conta própria.
A vacinação pode causar febre em cães?
Sim, é comum que alguns cães apresentem uma febre baixa e passageira (geralmente por menos de 24 horas) após a vacinação. É uma resposta normal do sistema imunológico sendo estimulado a criar anticorpos e geralmente não é motivo de grande preocupação, mas sempre monitore seu pet.
Como medir a temperatura do meu cachorro em casa?
Você pode medir a temperatura retal do seu cachorro usando um termômetro veterinário digital. Lubrifique a ponta, insira delicadamente no reto por 2 a 3 centímetros e aguarde o bip. Mantenha o cão calmo e, se possível, peça ajuda para segurá-lo.
Fontes e Referências
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Escrito por:
Patricia Hoffmann
Sou apaixonada por cães e tutora da Magali e do Tuta. Compartilho conhecimento científico para que você possa cuidar ainda melhor do seu pet!